sexta-feira, 16 de março de 2012

Um homem de uma mulher só

Tolkien escreveu: “A monogamia é para nós, homens, uma parte da ética revelada de acordo com a fé, e não de acordo com a carne”. Em outras palavras, Tolkien está querendo dizer que a nossa natureza corrompida diz que uma mulher não basta, mas a revelação divina diz que esse é propósito de Deus para os homens. Todos eles. Obviamente, não é isso que vemos em nosso mundo e, infelizmente, também não é isso que vemos em nossas igrejas. Estamos cansados de ver homens tratando mal as suas mulheres. Cansados de ver homens que abandonam a sua companheira leal e a troca por outra. Estamos cansados de homens que não levam a sério o chamado de Deus para suas vidas. Estamos cansados de homens que esquecem que devem amar as suas esposas, cuidar delas, protegê-las, suprir suas necessidades físicas, emocionais e espirituais.
O plano de Deus para nós, homens, é que sejamos homens de uma mulher só. Gênesis 2:25 diz: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” assim como concorda também 1 Tm 3:2 e Tt 1:6. Um homem e uma mulher juntos e tão juntos que cada um, livremente, dissesse que escolheu o outro de tal forma que agora já não mais existe a liberdade de escolher desistir. E o homem precisa ser o maior exemplo disso. Isso significa, de forma mais direta ainda, que homem deve escolher aquela que será sua esposa e se entregar totalmente ao seu grande dever-prazer que é ser um homem de uma mulher só. Na prática, jovens homens, significa que seus olhos serão dela, seu coração baterá por ela, seu pensamento estará continuamente lembrando de que existe uma mulher encantadora à sua espera. Sua devoção, seu tempo, suas forças devem apontar para aquela que você chamará de amor. Por quê? Porque, segundo o propósito de Deus, depois de Jesus, a pessoa mais importante que um homem tem é a sua mulher.
Por favor, não pense que eu tirei isso da minha cabeça. Essas são verdades reveladas na Bíblia. Deus deseja que você ame sua esposa de forma incomparável. Numa época distante, Deus deu a seguinte revelação, quando um homem se casasse: “Durante um ano estará livre para ficar em casa e fazer feliz a mulher com quem se casou”, Dt 24:5. Provébios 5:19,20 fala da devoção, do prazer sexual e da firme resolução que o homem precisa ter para não se deixar levar por uma mulher que não presta. “Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela. Por que, meu filho, ser desencaminhado pela mulher imoral? Por que abraçar o seio de uma leviana?”. O texto de Provérbios é bem claro: primeiro, você deve alegrar-se com a sua mulher. Ou seja, mostrar para ela que você a ama, que você se importa e que sua atenção está nela. Por quê? Porque antes de tocar o corpo, o homem precisa tocar a mente e o coração. Segundo, desfrute dela e sempre se mantenha deslumbrado e satisfeito com corpo de sua esposa. Ec 9:9 diz: “desfrute a vida com a mulher a quem você ama”. Mas Deus ainda não deu seu golpe final. Esses textos já seriam suficientes para nós, mas Deus achou que faltava ainda um. Efésios 5:25-33 é passagem que todo homem deveria decorar e viver. Permita-me resumir para nós o que o texto fala: O marido tem que amar sua esposa, mas não com um amor qualquer, mas como Jesus amou a Igreja. E esse amor vai tornar a mulher da sua vida cada vez mais santa, mais feliz, mais confiante, mais amada, mais completa.
Homens, nós somos chamados para sermos homens de uma mulher só. O grande desafio para nós é sermos iguais a Jesus. Devemos lembrar que o nosso Senhor realmente amou a Igreja, de tal forma e intensidade, que morreu por ela. A nobreza do homem está em muitas coisas, mas é vista de forma clara quando ele é um homem de uma mulher só. O desafio é esse: amá-la até o fim, custe o custar.
Mas nós somos jovens e, talvez, estejamos longe ainda do casamento, mas ainda somos homens. Nesse tempo de treinamento, precisamos entender que já podemos praticar isso no namoro ou orar por isso, enquanto não aparece ninguém. Não pense que se você não busca viver isso, quando casar você buscará automaticamente. Não funciona dessa forma.
O que podemos fazer agora é simples: é buscar ser um homem de uma mulher só. Encerro com um desafio para aqueles que namoram e para aqueles que estão sozinhos.
Para aqueles que namoram, entendam que vocês precisam começar a praticar o amor de Ef 5 em seu namoro. Se não fizer, no seu casamento será muito mais difícil. Você precisa guardar seus olhos, guardar seu coração, sua mente e sua devoção. Então, entregue na proporção certa tudo isso a sua namorada. Diga que ela é importante. Diga que você a ama. Diga que você está se guardando para ela. Diga que você quer ser um homem de uma mulher só e que, se Deus permitir, ela será essa mulher.
Para aqueles que estão solteiros, orem. Busque a Deus para que ele o transforme em um homem de uma mulher só. Na prática, isso significa que enquanto Deus não lhe mandar ninguém, sua total devoção estará nele. Mas não pense que você apenas deva orar para que Deus lhe mande uma mulher realmente comprometida com Cristo, seja você um homem de Deus.

quinta-feira, 15 de março de 2012

A maravilhosa glória de Deus na criação

Uma breve história
Não havia nada no inicio. Então Deus resolveu colocar seu poder e criatividade em prática. Começou criando o universo, que a bíblia chama de os céus e a terra (gênesis 1:1). A terra ainda estava sem forma e vazia e Deus começou a formá-la e preenchê-la criando a luz. Ele viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Chamou as trevas de noite e a luz de dia. Esse foi o primeiro dia. No segundo dia Deus criou o firmamento, que pode ser entendido como a atmosfera e suas camadas e fez a separação das águas sobre o firmamento (chuvas) e das águas debaixo do firmamento (oceanos, rios e lagoas). No terceiro dia Deus criou a porção seca a qual chamou de terra e fez crescer nela a vegetação. No quarto dia Deus criou o sol, a lua e as estrelas para iluminarem o dia e a noite e marcarem estações, dias e anos. No quinto dia Deus criou todos os animais aquáticos e as aves, ordenando que eles se multiplicassem. Deus deixou o melhor para o sexto dia. Ele criou os animais terrestre, selvagens e domésticos. Mas ainda faltava a obra prima divina, então Deus criou o homem. Ele disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme nossa semelhança, tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra” (Gênesis 1:26). Deus fez homem e mulher segundo a sua imagem e semelhança. Deus a eles domínio sobre os animais e vegetais e assim como a todos os outros seres ordenou que fossem fecundos e multiplicassem. Vendo Deus que tudo o que tinha sido feito era muito bom, resolveu descansar e contemplar sua criação no sétimo dia.

Minha vida e a criação

Deus criou o universo do nada. Não existia nenhum tipo de matéria antes da ação criadora de Deus. Por isso toda a criação não é eterna e está sempre debaixo do poder do criador. Deus governa todas as coisas que criou. Por isso nunca devemos adorar a criação no lugar do criador. Alguns povos e culturas fizeram isso durante a história e o fazem até hoje. Os egípcios, por exemplo, adoravam ao deus sol. Hoje os indianos cultuam as vacas como animais sagrados. Mas a criação não pode ser colocada no lugar do criador, Deus é o único digno de ser adorado.

Para reforçar essa idéia, pense comigo, se já existisse algum tipo de matéria separada de Deus antes da criação, essa matéria seria eterna e Deus não teria controle sobre ela. Se isso fosse verdade nossa confiança de que cada parte do universo cumpre fielmente os propósitos de Deus acabaria, pois existiriam algumas partes que não foram criadas por Ele. Ainda bem que essa não é a verdade, João diz em seu evangelho que todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele, nada do que existe teria sido feito (João 1:3). Assim podemos ter certeza de que tudo o que existe está sobre o controle divino e que toda a criação vai cumprir os propósitos de Deus.

E qual o grande propósito da criação? Glorificar o próprio Deus. Toda a criação com vida ou sem vida foi feita para a glória de Deus. Ele nos criou para sua glória (Isaías 43:7). Os céus declaram a sua glória (salmos 19:1). Ele é o único digno de glória, honra e poder, pois por sua vontade todas as coisas foram criadas (apocalipse 11:4). A natureza com sua harmonia e perfeição deve ser contemplada por nós para a glória de Deus, sabendo que por trás de tudo isso existe um criador que é o único digno de toda a glória.

Mas será que Deus precisava da criação para aumentar sua glória? Não. Nunca devemos pensar que Deus criou o universo porque precisava de mais glória ou porque se sentia incompleto sem a glória que receberia por ela. Esse pensamento vai contra a independência de Deus e afirma que Deus precisa de nós para se sentir completamente Deus. Isso nem de longe é verdade. Deus é completo e satisfeito em sua trindade (pai, filho e espírito santo) por toda a eternidade, por isso devemos enxergar a criação como uma ação totalmente livre de Deus. Ele quis criar tudo para demonstrar sua excelência, sabedoria e poder. Deus sente prazer em sua obra, ele se deleita sobre a criação, pois ela reflete seus atributos.

Deus sente prazer e se alegra em nós. Deus nos criou para sua glória e deleite. Ele não precisava de nós como vimos no parágrafo passado, mas em um ato livre e bondoso criou o homem a sua imagem e semelhança. Somos a obra prima do criador. Ele caprichou tanto em nós que compartilhou algumas de suas características conosco. Bondade, amor, conhecimento, sabedoria, justiça, zelo, vontade, beleza, felicidade e ira são exemplos de características divinas que foram compartilhadas conosco por Deus. Tudo isso para glorificarmos ainda mais o próprio Deus. Você e eu somos o maior instrumento para a glória de Deus, pois somos semelhantes a Ele em vários aspectos. E quando vivemos para a sua glória Ele se regozija em nós (sofonias 3:17).

Deus criou tudo perfeito. Tudo era bom como Ele mesmo percebia depois de ter criado algo durante os 6 dias criativos. Colocou o homem e mulher em um jardim perfeito. A criação de Deus refletia 100% a sua glória e Deus passeava pelo jardim com Adão e Eva. Não temos noção de como era, mas viver numa criação perfeita e ao lado do criador deve ser a forma mais prazerosa e completa de viver. Mesmo hoje, com o desvio do pecado, eu e você deveríamos desejar ardentemente viver o mais próximo do jardim do Éden possível. Vivendo o mais longe possível do pecado e glorificando ao máximo o Deus criador de todas as coisas. Esse é o propósito de toda a criação, principalmente o nosso.

Soli deo gloria!

A Diferença entre Louvor e Adoração - Helena Tannure


Helena Tannure fala sobre as diferenças entre louvor e adoração no Congresso de Artes da Lagoinha

quarta-feira, 14 de março de 2012

Davi tange sua harpa perante o rei Saul

I Samuel 16:14-23

  1. O Espírito de Deus se retirou do rei
  2. Imediatamente o Senhor enviou um espírito maligno que atormentava Saul
  3. Os servos do rei pediram que ele mandasse trazer alguém que soubesse tocar bem
  4. Um dos moços conhecia Davi e disse que ele era excelente
  5. O rei mandou chamar Davi, e quando ele tangia a harpa, Saul se sentia aliviado e o espírito maligno se retirava dele.

Davi era completo porque:

1 – SABIA TOCAR BEM

2 – ERA FORTE E VALENTE, HOMEM DE GUERRA

3 – PONDERADO NAS PALAVRAS, SISUDO

4 – TINHA BOA APARÊNCIA

5 – O SENHOR ERA COM ELE

Davi adorava a Deus com ARTE

 
Davi era excelente no que fazia a tal ponto do espírito maligno fugir, apenas com o toque do seu instrumento.

Davi adorava a Deus com ALEGRIA

Davi se alegrava, jubilava e dançava diante do Senhor porque a arca (presença do Senhor) estava com ele. Ele não se intimidou de dançar e até se expor na frente do povo pois entendeu que estava na presença de Deus e a sua reputação, posição etc. não eram mais importantes que adorar a Deus.



II Samuel 6

Vs. 5 – Alegravam-se diante do Senhor com toda sorte de instrumentos

Vs. 14 – Davi dançava despido de sua reputação e de suas vestes reais

Vs. 15 – Júbilo e trombetas

Vs. 16 – Mical desprezou Davi em seu coração

Vs. 20 – Mical desprezou Davi com palavras

Vs. 21 – Davi e repreende

Vs. 23 – Mical fica estéril
 
  • Nossa indiferença à presença de Deus e ao mover do Espírito Santo e às Suas manifestações nos torna estéreis.
  • Davi era servo em primeiro lugar
  • Muitos querem a posição mas não exercem a função.


Deus quer servos dispostos e excelentes para cumprir Seu propósito !

terça-feira, 13 de março de 2012

MINISTÉRIO DE LOUVOR E ADORAÇÃO NA IGREJA

O MINISTÉRIO PRECISA APONTAR PARA JESUS, SE AS EXPRESSÕES, MANIFESTAÇÕES NÃO MOSTRAREM JESUS, ESTÁ DESFOCADA, COM A VISÃO ERRADA.

MINISTÉRIO-VISÃO-IGREJA LOCAL-CORPO DE CRISTO-REINO DE DEUS-MUNDO(MISSÃO)

O MINISTÉRIO CONFIADO A NÓS DEVE TER UMA VISÃO EQUILIBRADA E COOPERAR COM A IGREJA LOCAL, QUE POR SUA VEZ COOPERA COM O CORPO DE CRISTO, ASSIM CONTRIBUINDO COM O REINO DE DEUS E ATINGINDO O MUNDO – NOSSA MISSÃO – (IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO). PRECISAMOS OLHAR PARA AS NAÇÕES, SENDO FIÉIS NO QUE O SENHOR NOS TEM DADO, MAS OLHANDO PARA FORA DE NOSSOS LIMITES LOCAIS.

MINISTÉRIO SIGNIFICA SERVIÇO. EM PRIMEIRO LUGAR SERVIMOS A DEUS, MINISTRAMOS A DEUS, E A CONSEQUÊNCIA DISSO É O SERVIÇO AO POVO, FRUTO DE AMOR A DEUS.

QUAL É A VISÃO ? Conduzir o povo a adorar a Deus, exaltá-lo, a expressar através de diversas manifestações, seu amor a Ele, e sempre colocá-lo como centro de tudo. Trazer a presença de Deus, para que na liberdade do Espírito Santo, Deus faça aquilo que Ele quer fazer em cada reunião, da forma que Ele quiser, pois Ele é soberano, e no ambiente onde a presença de Deus está, pode haver unção de cura, louvor de guerra, júbilo, quebrantamento, gratidão, comunhão, súplica, etc.

VERDADEIRO ADORADOR E O TITULO DO MEU CD EM BREVE...

segunda-feira, 12 de março de 2012

30 erros que o ministro de louvor NÃO pode cometer

O ministro de louvor Ronaldo Bezerra nos enviou um ótimo artigo para ministros de louvor, dança e também técnicos de som.

O tema da matéria é: "30 erros que o ministro de louvor NÃO pode cometer", e você confere na íntegra abaixo:

1- Não se preparar musicalmente e espiritualmente para a ministração

- Devemos nos apresentar como obreiros aprovados (II Tm 2:15).

A) Aspecto espiritual

- É necessário oração e leitura bíblica diariamente. A base de todo ministério é a oração e meditação. O que se pode esperar de alguém que não medita e não ora? A.W.Tozer disse: “Nunca ouça um homem que não ouve a Deus”.

- Um ministro que não ora e não medita, deixa de ser um homem de Deus para ser um profissional do púlpito.

- Se desejamos ter um ministério mais ungido precisamos entender que o endereço da unção está no altar.

B) Aspecto musical

- É preciso realizar ensaios para que haja entrosamento.

- Tenha uma lista definida dos cânticos; quando forem novos, providencie cifras.

- É necessário concentração total durante os ensaios, evitando distrações, brincadeiras e conversas paralelas.

- Estar atento às orientações, arranjos, rítmica, andamento, métricas, etc.

- Estude música. Muitas vezes a congregação “suporta” em amor a falta de técnica e afinação mínima dos que tocam e cantam.

2- Nunca preparar a ministração

- Devemos ter habilidade para improvisar, porém, isso não deve ser a regra.

- Quando o ministro não faz a “lição de casa” acaba ficando fácil perceber, não há seqüência coerente nos cânticos, há erros nos acordes e na seqüência da música cantada, não há expressão, há insegurança, etc.

- Os que ministram de improviso, demonstram não levar a sério o lugar que ocupam na obra de Deus (Jr 48:10). O Espírito Santo não tem compromisso com ociosos, preguiçosos e displicentes.

- Já avaliamos o preço que muitos pagam para estar no culto para participarem da adoração a Deus? Façamos o melhor para o Senhor!

3- Atrasar nos compromissos sem dar satisfação

- O músico maduro tem conhecimento das suas responsabilidades e procura cumpri-las à risca. Portanto, seja responsável e chegue aos horários marcados! Se houver problemas ou dificuldades, comunique-se com sua liderança.

- Quando não damos satisfação sobre nosso atraso estamos agindo com irresponsabilidade, e em outras palavras, estamos dizendo “isso não é importante pra mim!”.

4- Não aceitar as críticas

- Quem não aceita críticas, acaba caindo na mediocridade e se torna um ministro sempre nivelado por baixo. As críticas servem para não deixar que caiamos no conformismo e paremos de crescer.

- Devemos receber as críticas com um espírito humilde e disposto a aprender. Quem não é ensinável e não gosta ser contrariado, não pode atuar em nenhum ministério na igreja.

5- Começar a ministração sem introdução e falar sobre verdades sem nenhuma demonstração de amor

- Não seja “juiz” das pessoas.

- Mostre a graça de Deus e o amor.

- Não seja grosseiro e indelicado.

- Seja amável e educado. A introdução pode determinar o sucesso de toda a ministração. Esse primeiro contato é “chave” para uma ministração abençoada e abençoadora.

- Uma boa introdução cativa a atenção das pessoas, desarma as mentes e prepara o caminho para compreensão e recepção da ministração.

- Uma boa ministração precisa ter um começo, meio e fim.

- Não seja muito prolixo e cansativo na introdução. Deve ser o suficiente para abrir a porta das mentes a fim de que as pessoas recebam aquilo que Deus tem reservado para cada uma delas.

6- Utilizar o púlpito para desabafar

- Uma mente cansada não produz com qualidade e o estresse pode levar a pessoa a falar o certo, mas no lugar errado. Púlpito não é lugar para desabafos, é lugar para profecia!

- Tratemos a igreja do Senhor de forma respeitosa (I Pe 5:2-4).

7- Gritaria

- Não confunda “gritaria” com unção, autoridade e poder. Muitos por não terem o equilíbrio e sensibilidade, tornam-se ministros irritantes, exagerados e em alguns casos, quase insuportáveis.

- Quem fala deve respeitar a sensibilidade e boa vontade dos que ouvem (I Co 14:40).

- Não é gritando que se alcança o coração das pessoas, mas sim, com unção, habilidade na comunicação e criatividade.

- Há ministros que cantam e falam tão alto e agressivamente, que deixam a impressão de que estão irados com o público. Quem sabe usar de forma inteligente sua voz e os equipamentos de som disponíveis, com certeza alcançará grandes resultados.

8- Expor os músicos, dirigentes ou técnicos durante a ministração

- Por vezes, alguns cometem erros durante a ministração, logo os outros músicos percebem e começam a rir, ou surgem olhares de reprovação, expondo diante de todos, aquele que errou.

- Devemos ser discretos, e quando errarmos, encararmos com naturalidade, sem expor nossos companheiros, porque apesar de estar na frente da congregação, estamos diante do Senhor, ministrando à Ele, e Ele sabe como e quem somos.

- Muitos estão magoados e chateados por terem sido expostos na frente dos outros. Tenhamos uma atitude de amor e respeito uns para com os outros.

9- Tocar, cantar ou dançar com outros ministros sem ser convidado

- Se algum ministro de outra congregação for convidado para ministrar em sua igreja, não suba no púlpito para ministrar sem ter sido chamado e convidado. Isto é falta de educação. Não seja mal educado!

- Muitos, por falta de educação e sensibilidade acabam atrapalhando a ministração daqueles ministros que foram convidados no culto.

10- Usar muitas ilustrações e dinâmicas durante a ministração

- Muitos querem “pregar” durante o louvor. O exagero de histórias, testemunhos, dinâmicas e ilustrações durante os cânticos, comprometem a essência e o propósito da ministração. Ministre cantando! Flua!

- Cuidado com manipulações! Não devemos tratar o público como “macacos de auditório”. Não peça para o público repetir frases feitas o tempo todo, gestos o tempo todo, além de se tornar algo cansativo, o ministro pode cair no ridículo diante do público.

- Evite deixar “brancos” entre um cântico e outro; para isso é indispensável desenvolver um bom entrosamento com os músicos, combinar sinais, etc.

11- Contar histórias ou piadas fora de hora

- Algumas histórias ou piadas, nunca deveriam ser contadas no púlpito da igreja. Não vulgarize o púlpito. Muitos querendo ser descontraídos acabam se tornando desagradáveis, fazendo colocações em momentos inapropriados, e por vezes dizem coisas com duplo sentido.

- Púlpito é lugar de profecia e não palco para piadas. Fomos chamados para ser profetas e não humoristas.

12- Ministrar o tempo todo com os olhos fechados ou olhar só para uma direção

- É importante olhar para as pessoas. Os olhos têm um poder impressionante de captar e transmitir mensagens não verbais.

- É importante transmitir amor, alegria e paz através do nosso olhar. Através de um olhar podemos abençoar as pessoas. Os que fecham os olhos ao ministrar, nunca vão saber avaliar seus ouvintes, lendo suas expressões faciais.

- Para alcançar a atenção de todos, é necessário olhar em todas as direções. Olhar só para uma direção pode transparecer que as pessoas não são importantes, ou que não precisam participar daquele momento de ministração.

- Estamos diante de Deus, mas também estamos diante do público. Estamos ministrando a Deus, mas também sendo instrumentos para abençoar a congregação.

13- Exagerar nos improvisos

- A disciplina e a maturidade musical é algo que todo músico deve buscar. Precisamos entender que pausa também é música.

- Acompanhar um cântico antes de tudo, é uma prática de humildade e sensibilidade. Nas igrejas, geralmente, os instrumentistas e cantores querem mostrar sua técnica na hora errada. O correto é usar poucas notas, não saturar a harmonia, inserir frases nos espaços melódicos apenas, e o baterista conduzir. Economize informações musicais!

- Instrumental: Procure tocar o que o arranjo está pedindo, sem se exceder. Todo músico deve aprender a se “mixar” no grupo, aprender a ouvir os outros instrumentos, afinal, é um conjunto musical.

- Vocal: Procure cantar a melodia, fazendo abertura de vozes e improvisando apenas em momentos específicos, criando assim, expectativa. Muitas vezes a congregação não consegue aprender a melodia da música por causa do excesso de improvisos dos dirigentes e cantores.

- Avalie o que está tocando e entenda que o trabalho é em equipe, e não apresentação de seu cd solo.

- Procure gravar as ministrações, para que seja feita uma avaliação e as correções necessárias.

- Tocar e cantar de forma madura e eficiente requer disciplina, auto-análise e constante aprendizado.

14- Não ter expressão durante a ministração dos cânticos

- Não seja um “alienígena” em cima do púlpito. Participe de todos os momentos!

- A entonação da voz também é importante. Não combina, por exemplo, falar sobre alegria com uma entonação e um semblante triste e melancólico. Você pode contagiar o público através da sua expressão e entonação de voz.

15- Comunicação inadequada ao tipo de público

- Ser sensível ao tipo de público que estamos ministrando e utilizar uma linguagem adequada. A dinâmica de um culto congregacional é diferente, por exemplo, de uma reunião de jovens, ou crianças, evangelismo, etc. Não trate um público maduro, por exemplo, utilizando uma linguagem de criança e vice-versa.

- Cuidado com erros de português, vícios de palavras e gírias. Não precisa ser formal, seja natural, sempre observando o público que você está ministrando.

16- Vestimenta inadequada

- Sua vestimenta deve ser coerente ao tipo de ambiente e reunião que você estará ministrando.

- Cuidado com vestimenta inadequada, tipo roupa justa, cores chamativas, etc.

- Esteja atento a sua aparência – cabelos penteados, dentes escovados, maquiagem leve, usar desodorante, perfume, etc. Lembre-se que o púlpito é uma vitrine. Quem está ministrando passa a ser alvo de observação em todos os sentidos.

17- Cantar cânticos com o qual não está familiarizado

- Não conhece o cântico, não cante! Não sabe tocar o cântico, não toque!

- Para ganhar confiança do auditório, é preciso demonstrar convicção e certeza sobre o que está ministrando. Conhecer bem e ter domínio do cântico ministrado, é imprescindível para que o ministro atinja seu objetivo.

18- Cantar fora da tessitura vocal

- A escolha do tom de uma música depende do canto; este deve ser dentro da tessitura vocal e confortável para ela. Mesmo que o tom escolhido não seja o mais confortável para o instrumentista ele deve executá-lo. Na música onde há o canto, a ênfase é para a mensagem, portanto, não deve ser interferida por outros elementos.

- Muitas músicas que ministramos na igreja não fluem como poderiam, por causa da escolha errada da tonalidade. Por vezes, o tom é muito alto e as pessoas não conseguem cantar.

- O tom pode influenciar na sonoridade da música vocal com acompanhamento, bem como causar danos nas cordas vocais.

19- Elaborar um repertório inapropriado ao tipo de reunião

- Elabore um repertório adequado ao tipo de reunião. Por exemplo: reunião de jovens, evangelismo, santa ceia, etc; o repertório de um culto dominical é diferente de um lançamento de um cd por exemplo.

- Elabore uma seqüência lógica no repertório, ou seja, músicas de celebração, músicas de adoração, músicas de comunhão, etc. A ministração é como um “vôo de avião”, tem um destino.

20- Cantar muitas músicas num período curto de ministração

- Elabore um repertório adequado ao tempo de duração do louvor (conferir com o pastor).

- Dependendo do tempo dado a ministração, não será necessário uma lista extensa de músicas. Esteja atento à maneira como o louvor está transcorrendo e explore um determinado cântico quando perceber que está fluindo profeticamente.

- Muitos exageram no tempo da ministração dos cânticos e passam do horário estipulado, atrapalhando assim, o andamento da reunião. Muitos não se importam se estão agradando ou não. Quando excedemos os limites, podemos cansar o auditório, não atingir os objetivos definidos e forçar a reunião a terminar fora do horário.

21- Ensinar muitas canções num período de ministração

- Para que haja participação do público, procure ensinar durante a ministração, um ou dois cânticos. Procure repetí-los para que todos guardem bem a letra e melodia.

- Quando se ensina muitas músicas num período de louvor, o público não consegue assimilar as canções, causando uma dispersão.

22- Cantar sempre as mesmas músicas nas ministrações

- A Bíblia nos estimula a cantarmos um cântico novo (Sl 96:1). Porque cantar um cântico novo? Para cantar com o coração e não apenas com a mente. Cantar o mesmo cântico em todos os cultos pode se tornar cansativo e enfadonho, e as pessoas acabam cantando apenas com a mente.

- Cometemos um grande erro quando nunca reciclamos o nosso repertório. Reciclar, significa, “atualizar-se para obter melhores rendimentos”. Os ministros devem sempre estar atualizados, escutando boas músicas, consultando a internet, etc.

23- Cantar canções sem a direção do Espírito Santo

- É o Senhor que sabe qual é o cântico certo para a hora certa.

- Devemos tomar cuidado para não cantarmos cânticos que nos identificamos sem ouvirmos o Espírito Santo (I Co 14:8). Muitos só querem cantar cânticos que se identificam apenas atrapalhando assim, o fluir da reunião. Estejamos atentos e sensíveis a voz do Espírito Santo.

24- Não avaliar o conteúdo dos cânticos ministrados

- Muitos estão ensinando canções para a igreja que estão na “moda”, mas que não possuem um conteúdo bíblico correto. Devemos avaliar biblicamente o que estamos ensinando e cantando dentro de nossas igrejas.

- Cantemos cânticos teologicamente corretos

- Cantemos a Palavra de Deus! A Bíblia é o “hinário” de Deus. Quem canta a Palavra de Deus, amanhã não vai precisar pedir desculpas pelo que ensinou.

25- Imitar outros ministros

- Cada um de nós tem características diferentes. Deus nos fez assim! Deus quer nos usar do jeito que somos, com os dons, talentos e as características que Ele nos deu.

- Muitos caem no ridículo quando imitam trejeitos, frases, modo de cantar de outros ministros, etc.

- Cuidado com palavras da “moda”, tipo: “shekiná”, “nuvem de glória”, “trazer a arca”, “chuva”, “noiva”, “abraça-me”; ou então, expressões com duplo sentido, “quero deitar no seu colo”, “quero te beijar”, “quero ter um romance contigo”, “quando Deus penetrou em mim, eu fiquei feliz”, “Quero cavalgar contigo”, etc.

- Não quero ser radical e dizer que há problemas em utilizar estas expressões. Porém devemos refletir o que temos cantado em nossas igrejas. Muitos cantam e compõem canções enfatizando essas expressões, muitas vezes sem saber o significado e sem nenhum propósito, fazem isso apenas por ser uma expressão do “momento”, ou para dar uma idéia de “intimidade” com Deus, tornando-se infelizes nas colocações das palavras, até mesmo com um duplo sentido. Cuidado, intimidade sem reverência vira desrespeito!

- É verdade que Deus nos convida para sermos seus amigos, mas cabe a nós dar a glória devida ao Seu nome! Ele é nosso amigo, mas é nosso Deus! Não devemos tratar Deus como nosso “coleguinha de escola”. Cuidado para que, em nome da “intimidade”, você não perca o respeito e temor a Deus. (Exemplo: A visão de Isaías no cap. 6 – “Ai de mim...”)

26- Deixar o auditório em pé por muito tempo

- Não canse o povo! Ficar em pé 30 minutos é uma coisa, e outra coisa é ficar em pé 50 minutos. Esteja sensível ao ambiente.

- Um público jovem consegue permanecer em pé por mais tempo, mas um público mais velho acaba se cansando mais rápido. Não há nenhum problema em adorarmos a Deus sentado.

27- Deixar de participar de outros momentos do culto

- Muitos músicos são irresponsáveis e acabam comprometendo o andamento do culto. Participam apenas do momento dos cânticos, mas logo após saem do culto para fazerem outras coisas: conversar com amigos, comer, namorar, etc.

- Temos uma grande responsabilidade do culto que está em nossas mãos, por isso não podemos nos dar ao luxo de termos atitudes egoístas, infantis e irresponsáveis (I Co 3:1-2). Lembre-se: somos ministros de Deus!

28- Não ter um mínimo preparo para atuar na equipe de som

- É importante estudar e conhecer os equipamentos de som para poder utilizá-los da melhor maneira, evitando também danos nos equipamentos por causa do seu uso inadequado. Existem muitos “curiosos” atuando nesta área.

- Cuidado com o volume dos instrumentos para não saturar o ambiente e provocar incômodo aos ouvintes.

- Lembre-se que o volume das vozes deve ser maior em relação aos instrumentos para que as pessoas entendam o que está sendo falado ou cantado.

- Sua participação no culto é fundamental. Fique atento! Não fique “viajando”. Concentração total!

- Seja amável e educado quando as pessoas vierem te falar ou orientar algo relacionado ao som.

- Não atrapalhe a ministração. Quando surgir algum problema, seja discreto para poder solucioná-lo.

- Depois de mixado os volumes, não há mais necessidade de ficar mexendo na mesa de som. Portanto, não mexa, pois isso atrapalha o bom andamento da ministração.

- Cuide dos equipamentos e seja zeloso pelas coisas de Deus.

29- Não ter um mínimo preparo para atuar na equipe de dança

- Muitos são bem intencionados, mas não possuem o preparo suficiente para dançar.

- Expressão: é importante a expressão facial e corporal, e deve ser condizente com a música que está sendo ministrada.

- Roupas: é importante ser prudente e discreto para que não venha causar polêmica e escândalo dentro da igreja. Tomar cuidado para não tornar a dança algo sensual.

- Técnica e estilo: Todos devem conhecer os vários estilos (balé, street dance, etc), lembrando que cada estilo deve ser coerente ao tipo de música. O sincronismo entre o grupo é um fator muito importante.

30- Atuar no ministério por obrigação e sem alegria

- Quando realizamos a obra de Deus por obrigação não há alegria, mas se torna peso. Você gosta quando alguém vai fazer algo para você por obrigação? Será que Deus gosta quando vamos serví-lo por obrigação? Com certeza, isso não agrada a Deus.

- Se a obra do Senhor tem sido um fardo para nós ou estamos realizando o serviço por obrigação, então é melhor deixarmos o ministério.

- O nosso serviço deve ser com alegria – “Servi ao Senhor com alegria...” (Sl 100:2).

- Valorize o ministério! Valorize esse instrumento poderoso para a edificação da igreja e veículo de evangelização. Você foi escolhido por Deus, portanto, leve a sério o ministério!

Escrito por Ronaldo Bezerra - Publicado no Supergospel com autorização

O artigo acima foi escrito pelo Ronaldo Bezerra, quem quiser entrar em contato com ele, atente para os contatos abaixo.

“Filhos meus, não sejais negligentes, pois o Senhor vos escolheu para estardes diante dele para o servirdes, para serdes seus ministros e queimardes incenso” – II Cr 29:11